
Os estudantes saíram da capital de Rondônia, Porto Velho, 8 horas da manhã do dia 18, com direito a banda do exército tocando a valsa da despedida. Chegaram à cidade de Itapuã do Oeste por volta das 11 horas.
“A impressão que tive foi de uma cidade esquecida. A estrada empoeirada, cheia de buracos, casas simples, as pessoas nos olhando com olhares curiosos de suas janelas”, comentou Fernanda Teodoro, estudante de Administração da Unifran.
Instalaram-se na Escola de Ensino Infantil Pequeno Príncipe, onde puderam se acomodar e foram recebidos pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Agricultura, Ibraim Junior.
Os rondonistas andaram pela cidade, fazendo um trabalho de reconhecimento do local. Foram a “Feira do Produtor” e conversaram com alguns vendedores. A maioria é do meio rural e possui sítios onde produzem um pouco de tudo, de verduras a frutas.

Rondonistas passam pela "Feira do Produtor" neste domingo, 18
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13:55

Militares em formação para se apresentar aos rondonistas, de todos os Estados Brasileiros.
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13:47

Na manhã de sábado, 17, os rondonistas acordaram cedo nos alojamentos do exército, ainda em Porto Velho, capital de Rondônia. Assistiram a uma apresentação da Brigada Príncipe da Beira, 17° Brigada da Selva.
No período da tarde os militares fizeram demonstrações de sobrevivência na selva. Os rondonistas tiveram a chance de aprender sobre alimentos de origem vegetal, animal, a preparar armadilhas, a conseguir água e fazer fogo.
Para Aline Santos, estudante de enfermagem da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), a experiência foi ‘louca’. “Gostei dos alimentos de origem vegetal, principalmente da larva do Babaçu, que tem gosto de côco”.
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12:29
A Operação Mamoré, que acontecerá em vários municípios do Estado de Rondônia, teve sua abertura oficial no anfiteatro da ULBRA (Universidade Luterana do Brasil), em Porto Velho, no dia 17. O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, esteve presente, compondo a mesa.
Jobin enfatizou que o Brasil não é só Franca e não só São Paulo. “Aprendam e vejam como o Brasil é grande e tem oportunidades de crescimento”, disse aos rondonistas em uma entrevista exclusiva.
Nesta mesma cerimônia, um dos coordenadores do Projeto Rondon, José Paulo da Cunha, falou do Projeto e de suas diretrizes. “Esperamos a transformação que o Rondon provoca em vocês. Voltando amadurecidos e engrandecidos, já ficamos felizes”.
A secretária de desenvolvimento, Maria Emília da Silva, ex-rondonista, falou sobre o Estado de Rondônia, enfatizando a economia, educação, agropecuária e escoamento de produção. E para ela, o Projeto Rondon é sempre um conhecimento novo, pois o Brasil é muito grande e o que se vê na faculdade, não se compara ao dia-a-dia.

Nelson Jobin é fotografado com parte da equipe de Itapuã do Oeste
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12:22

Foi possível visitar a cabine do avião da Força Aérea Brasileira (FAB) durante o vôo do Rio de Janeiro com destino à Rondônia. Nesta visita, os rondonistas conversaram com o Capitão Link, que é piloto desde de 1996 e sempre se interessou pela carreira militar.
O Capitão explicou que o Hércules (C130) é utilizado em missões de busca e salvamento, transporte de carga, combate a incêndios florestais, entre outros. “Este trabalho é gratificante. Em cada missão que alcançamos nosso objetivo e podemos ajudar, já vale a pena trabalhar 24 horas por dia, os sete dias da semana”, contou.
O Tenente Anderson comentou que a missão que ele mais se sentiu útil e emocionado, foi quando abriu as portas do avião na Amazônia e viu que o que eles tinham levado, fez os olhos das pessoas brilharem. Para ele, aquele momento foi maravilhoso.
O pessoal da cabine ainda relatou a missão deste ano no Haiti. Por mais que não tivessem tido contato de perto, pois descarregavam equipamentos, alimentos, medicamentos no aeroporto e transportavam médicos e mais ajudantes, foi um episódio muito forte, que os sensibilizam até hoje.
Segundo o Capitão Márcio, a tripulação tem feito missões em Rio Branco, no Acre, de cunho social, onde levam a equipe da FUNASA (Fundação Nacional da Saúde) para vacinar a população local. Além de enfatizar que os militares têm atuado nos dias atuais na área da educação, modificando o enfoque conservador do exército.
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12:15

Estudantes, durante as cinco horas e meia de viagem do Rio à Rondônia, no avião da FAB. Dois alunos da UNICURITIBA liam clássicos como “On The Road” de Jack Kerouac, considerado a “bíblia dos hippies” e 1984 de George Orwell, além de relembrarem os assuntos a serem realizados em suas operações.
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12:03

Enquanto esperavam a chegada do Hércules (C130 da FAB), os rondonistas conversaram com Celso Volpe, o rondonista em atividade mais antigo.
Volpe participa do Projeto Rondon desde 1971, a terceira expedição organizada pelo Ministério da Defesa, e desde então, não parou mais.
Para Volpe, cada viagem é uma viagem. “Não há como comparar, são culturas, costumes muito diferentes. Apaixonei-me por cada um dos lugares onde estive”.
Volpe esteve em 24 Estados do Brasil, não conhecendo apenas o Piauí, Maranhão e o Sergipe. Explicou ainda que antigamente, o Projeto Rondon mantinha hábitos assistencialistas e que hoje em dia os estudantes são multiplicadores de conhecimento. “Vocês aprenderão muito mais do que ensinarão”, disse confiante.
Celso Volpe é professor da faculdade UNISANTA (Universidade Santa Cecília) e ministra as aulas de Matemática Aplicada para Engenheiros Elétricos. Este ano, a faculdade UNISANTA, irá pelo Projeto Rondon para Theobroma (RO). Volpe comentou que o nome da cidade significa cacau, fruto que hoje em dia não faz mais parte da cultura da localidade.